dezembro 16th, 2008

From now on I’ll start translating this blog on demand. If you want to read this in English please ask for it in the comments.
Finalmente o Tanenbaum ganha um pouco de atenção da imprensa e embora eu reconheça a importância de sua pesquisa discordo do argumento utilizado. Afinal carros e televisores também não funcionam sem parar.
Conheço pessoas que usam seus computadores por anos a fio sem problemas e outras que arranjam problemas diariamente. As que não têm problemas usam máquinas confiáveis e têm uma plataforma de software estável, não ficam instalando e tentando usar tudo o que é novo só porque é novo. Já as que têm problemas diários todos sabemos como são: adoram um programa novo, um novo site e principalmente uma nova piadinha.
O prazer da descoberta desde sempre apetece o homem. Um bom exemplo são os hippies que piraram nas drogas e o sexo livre até que após um tempo descobriram as consequências de suas atitudes. Os hippies cibernéticos de hoje consomem todas as drogas recreativas disponíveis na Internet, viajam nos efeitos alucinógenos e repassam aos amigos. Como os efeitos colaterais não são sentidos imediatamente esse doidões raramente associam os efeitos colaterais às drogas consumidas, e por isso o administrador que impõe restrições em redes corporativas é frequentemente xingado pelos corredores. E uma dica: se você é um desses que adoram xingar os que cuidam de você, informe-se sobre DRM.
O Windows desde o NT4 usa a arquitetura de microkernel e para resolver o problema dos drivers usa o selo “designed for windows” e a assinatura digital de drivers. Se não me engano, e aqui me arrisco bastante, quase todos os drivers do Windows rodam em modo de usuário com a exceção daqueles que precisam de alto desempenho como vídeo, rede, disco e som. Em outras palavras, tudo que não seja uma impressora. Os microkernels podem sim diminuir os índices de falha mas sozinho já não resolveu o caso do Windows.
Se no futuro, como acreditam o Tanenbaum e o Stallman, os microkernels realmente se mostrarem melhores, suponho que desbancarão de vez os kernels monolíticos e ganharão o grande filão dos sistemas operacionais de uso geral. Se esse dia chegar, que sejam bem-vindos!
Posted in Internet, Sysadmin | 1 Comment »
outubro 16th, 2008

Há muito tempo atrás, quando ainda nem existia o Google, a Internet era uma terra de poucas páginas WEB, alguns FTPs, redes de IRC e salas de bate-papo que nos conectavam a um imenso mundo de conhecimentos e pessoas novas. Foi neste ambiente que em 1996 uma desconhecida empresa lançou um serviço até então igualmente desconhecido e revolucionário: o ICQ.
A Mirabilis, uma empresa Israelense, foi a responsável por mudar a maneira como nos comunicamos pela Internet: em vez de conversar com centenas de pessoas em salas de bate-papo, passamos nos conectar com mais facilidade com as pessoas que realmente nos interessam. O ICQ rapidamente se tornou um grande sucesso e foi prontamente copiado pela AOL, Yahoo e, é claro, Microsoft.
Muita coisa desde então aconteceu e hoje ninguém mais usa o ICQ. Na minha lista de 70 contatos apenas um fica esporadicamente online (se ele ler este post certamente saberá). No resto do tempo, fico com 69 contatos desligados e eventuais bots que tentam me enviar algum lixo qualquer. Refletindo sobre isso fiquei curioso para saber se esse tipo de SPAM ainda é efetivo ou é a sobra de algum worm tentando se propagar até hoje pela Internet.
Foi quando percebi que o ICQ deixou de ter qualquer utilidade há vários anos e que eu estava muito apegado ao meu UIN. Pensei em encerrar minha conta, mas aparentemente não existe essa opção! Considerei vender a conta no eBay, dei uma olhada nos preços e acho que o meu imaculado UIN merece um fim mais digno que esse. Sendo assim, vou baixar a última versão do ICQ, remover os contatos e trocar a senha.
Descanse em paz, 2254708.
A long time ago, when there wasn’t any Google, the Internet was a world with a few web pages, some FTP sites, IRC networks and chat rooms that connected us to a world of new knowledge and people. It was in this world that in 1996 a small company launched a totally unknown and revolutionary service: ICQ.
Mirabilis, an Israeli company, was responsible for changing the way we communicate over the Internet: instead of talking to hundreds of people in chat rooms, we started to communicate to people that really matter to us. The ICQ rapidly became an enormous success and was promptly copied by AOL, Yahoo and, of course, Microsoft.
Many things happened since then and nobody still uses ICQ, at least in Brazil. In my 70-contact list, only one gets rarely online (if he gets to read this post he will certainly know it). The rest of the time I get 69 offline contacts and, eventually, bots trying to send me some strange junk. Thinking about it I was curious to know if this kind of SPAM is still effective or if it’s the last breathe of a dying worm getting hit by the Darwin’s theory.
It was that time that I realized that ICQ was no longer usable for many years and I was too tied to my UIN. I thought about closing my account but apparently this option doesn’t exist! Also considered selling it on eBay, checked on the prices and realized that my pristine UIN deserved a better ending. This is how I decided to download the latest ICQ version, empty my contact list and change the password.
Rest in peace, 2254708.
Posted in Internet | 2 Comments »
abril 17th, 2008
“Por decisão do CGI.br, o domínio COM.BR, destinado a atividades
comerciais genéricas na Internet, também poderá ser registrado sob um
CPF. Ou seja,” finalmente o CGI.br resolveu facilitar a vida dos brasileiros e, quem sabe, com isso diminuir a “evasão de domínios” para o exterior, e de quebra aumentar o faturamento do registro.br.
“By decision of CGI.br (Internet Comitee for the Internet in Brazil), the domain .COM.BR, used for generic commercial activities on the Internet, will be available for registration with CPF (they’re like Social Security Numbers). It means that” finally the CGI.br thought about easing the life of brazilians, possibly reducing the evasion of domains to other countries and bloating the income of registro.br (the only registrar for .br).
Ref: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u392807.shtml
Posted in Internet | No Comments »
fevereiro 16th, 2008

Quem já tentou copiar um arquivo grande pela rede local via SSH sabe que ocorre uma grande perda de velocidade em relação a outros protocolos de transferência de arquivos. Pelo menos eu sempre acreditei que essa perda de velocidade fosse devido ao overhead gerado pela criptografia, até ler este artigo, que culpa os buffers de tamanho fixo usados no OpenSSH.
O artigo sobre o SSH de alta performance faz referência a um outro artigo também muito interessante: a otimização do tamanho dos buffers TCP para aumentar a performance nas transferências de dados. Adorei saber que o Linux, a partir do 2.6.17, configura automagicamente o tamanho dos buffers!
Se você está sedento por performance deve baixe o patch, compile o seu OpenSSH e reconfigure seu sistema operacional hoje mesmo! Se você é preguiçoso, como eu, espere este patch ser incorporado no OpenSSH e use Linux, que desde a versão 2.6.17 configura automagicamente o tamanho dos buffers.
Everyone who tried copying a large file across the local network via SSH knows that there’s a large performance loss when compared to other file transfer protocols. I thought I know the cause for that: encryption overhead. Then I knew that I was wrong when read this article, that blames statically sized buffers used by OpenSSH.
And the article about High Performance SSH makes reference to another article, also very interesting: Enabling High Performance Data Transfers. It shows how to tweak various operating systems to enlarge the TCP buffers in order to get better TCP performance.
If you’re thirsty for performance you should download the patch, compile your own OpenSSH and reconfigure your operating system right now! If you’re lazy, like me, wait until the patch gets merged into OpenSSH and use Linux 2.6.17 or newer: it automagically configures TCP buffer sizes!
Posted in Sysadmin | 1 Comment »
fevereiro 14th, 2008
Anunciei no Mercadolivre a minha amada D70, que já me acompanhou no registro de vários bons momentos, aventuras, etc. Mas como não podia deixar de ser, a natureza masculina me obriga a procurar uma companheira mais jovem e moderna. Se tiver interesse em uma ótima câmera semi-profissional, esta é sua chance: dê o se lance!
I’ve listed on Mercadolivre (crappy eBay’s partner for Latin America) my beloved D70, which made me company in many good times, adventures, etc. Yet my masculine nature forces me to abandon her and move to another younger camera. If you’re interested in a good semi-professional camera this is your chance: bid on it!
Posted in Fotografia, Mercadolivre | 1 Comment »
fevereiro 14th, 2008
Num dos meus posts anteriores escrevi que meu Macbook Pro estava com uns pixels mortos, mas na verdade era só sujeira!
Uns tapinhas e a sujeirinha saiu da área visível.
Previously I’ve written that my Macbook Pro had dead pixels, but it turned out to be only DIRT!
I gently slapped the screen until it came out of the visible area.
Posted in Macbook Pro | No Comments »
fevereiro 3rd, 2008

O Asus Eee está causando um grande frenesi por aí porque ele oferece aos usuários um computador portátil bem enxuto por um preço justo. Ele não vem com muita coisa mas um maluco chamado Torsten Lyngaas publicou instruções detalhadas de como instalar um monte de coisas a mais no bichinho:
- Concentradores USB
- GPS com antena interna
- Bluetooth
- Leitor de cartões SD
- Armazenamento adicional em FLASH
- 802.11 n (Draft-n)
- Transmissor FM
- Modem
Quanto custou isso? Aproximadamente USD 450,00, que adicionados ao preço do Eee torna a experiência um tanto salgada, mas certamente não menos divertida!
The Asus Eee is causing a bug frenzy because it offers the users a very useful, yet not bloated, portable computer for a fair price. It doesn’t come with a lot of features but a crazy man named Torsten Lyngaas published detailed instructions on how to install a bunch of nice features inside the gadget:
- USB HUBs
- GPS with embedded antennas
- Bluetooth
- SD card reader
- Aditional FLASH storage
- 802.11 n (Also known as Draft-n)
- FM Transmitter
- Modem
At this point one may ask how much did this cost. Aproximately USD 450.00, that added to the Eee’s price makes this a fun, yet expensive, experiment.
Posted in Gadget | No Comments »
janeiro 30th, 2008

Quem vive no Brasil já deve estar acostumado à discriminação rotineira em relação a promoções e atendimento ao usuário. Quem não mora nos Estados Unidos costuma ficar de fora, mas não é assim com o programa Up-to-Date do Mac OS. O programa funciona assim: se você comprou o seu mac antes de uma certa data, geralmente 1 mês antes do lançamento do próximo sistema operacional, você tem direito à atualização pagando somente os custos de envio do DVD de atualização.
Tirando a demora na divulgação do programa Up-to-Date no Brasil (que começou várias semanas depois da campanha nos EUA) e a outra demora no envio do DVD do Leopard, não tenho do que reclamar do serviço da Apple no Brasil (por meio da Cargraphics). Recebi meu DVD e vou atualizar meu MacBook Pro nos próximos dias.
People living in Brazil are used to everyday discrimination regarding offerings and user support. Those who doesn’t live in USA are used to stay out of every offer, but it’s not what happened in Apple’s Up-to-Date Mac OS Program. It works like this: if you buy a mac before a certain date, usually one month before the launch of the next Mac OS, you have the right to update your Mac OS to the latest version paying only for the shipping of the upgrade DVD.
Disconsidering the delay in the start of the program in Brazil (which started weeks after the USA program) and the delay of the shipment of the Leopard DVD, I don’t have anything to complain about Apple’s user service in Brazil (delivered through it’s authorized reseller Cargraphics). I’ve got my DVD and I’m going to upgrade my MacBook Pro in the next few days.

Posted in Apple | 4 Comments »
janeiro 27th, 2008

Sempre que falo sobre o desbloqueio dos iPhones percebo que as pessoas têm uma certa dificuldade em entender os conceitos envolvidos no processo:
- “Jailbreak” (literalmente “quebra da jaula”)
- “Activation” (Ativação)
- “SIM Unlock” ou simplesmente “Unlock” (Desbloqueio)
Esta é o segundo de três artigos neste tema.
Ativação
O iPhone sai da caixa com todas as suas funções bloqueadas, como um bonito peso de papel, e para liberar o uso do aparelho é necessário aderir a um plano de serviços da operadora de telefonia móvel. Ao final deste processo todas as funções do telefone são liberadas e o comprador pode utilizar plenamente o aparelho, supondo que está usando um chip autorizado. Isto é a ativação do jeito que a Apple queria que fosse.
A ativação no contexto do desbloqueio do iPhone consiste em liberar o acesso a todas as funções do iPhone sem aderir a um plano de serviços e historicamente foi feito de várias formas.
As formas mais comuns de ativação necessitam do Jailbreak e desde o lançamento do sítio jailbreakme.com houve uma grande confusão entre Ativação e Jailbreak porque ele integra os dois processos em um único passo, fazendo os leigos (grupo do qual vocês não fazem mais parte) acreditarem que o Jailbreak libera as funções do iPhone.
Ativação é o método que desbloqueia as funções do iPhone sem a assinatura de um contrato de serviço com a operadora de telefonia móvel.
When chatting about unlocking iPhones I realize that many people have trouble understanding the concepts involved in the process:
- Jailbreak
- Activation
- SIM Unlock or just Unlock
This is the second of three posts on this theme.
Activation
The iPhone comes out of the box with all its features disabled, like a beautiful paperweight, and to enable them you have to join a service plan from the mobile phone company. After that the you get rid of the activation screen and get to use all the phone features, if you’re using an authorized SIM card. This is the activation process just like Apple wanted it to be.
Activating the iPhone in the modding context mean to enable the access to the iPhone features without signing for a service plan and have been done in many different ways.
The most used activation methods requires you to first jailbreak your phone and scince the launch of the jailbreakme.com website there’s a confusion about Activation and Jailbreaking because that site executes both the Jailbreaking and Activation in one step, making naive people believe (you’re not a part of this group of people anymore) that a jailbreak removes the activation screen.
Activation is the method used to enable the use of the iPhone without signing for a service plan from the mobile phone company.
Posted in iPhone | No Comments »
janeiro 25th, 2008

Sempre que falo sobre o desbloqueio dos iPhones percebo que as pessoas têm uma certa dificuldade em entender os conceitos envolvidos no processo:
- “Jailbreak” (literalmente “quebra da jaula”)
- “Activation” (Ativação)
- “SIM Unlock” ou simplesmente “Unlock” (Desbloqueio)
Este é o primeiro de três artigos que explicam estes conceitos. Presumo que o leitor conheça alguns conceitos elementares da computação como hardware, software e dispositivos de entrada e saída. Se você acha que entende, continue lendo!
Jailbreak
Segundo a Wikipédia, Jailbreak é o ato de quebrar uma “jaula”, que nada mais é que uma técnica controle de acesso muito utilizada na segurança de computadores.
A técnica de enjaular consiste em selecionar os recursos necessários à execução de uma tarefa (ex: software e arquivos de dados) e confiná-los em uma jaula, onde a comunicação entre o que está dentro e o que está fora é controlada.
No iPhone existe uma dessas jaulas imaginárias cujo objetivo é impedir que terceiros instalem programas no iPhone sem a autorização da Apple. “Fazer o Jailbreak” no iPhone consiste basicamente em instalar e executar programas não-autorizados no iPhone. Estes programas podem ser os aplicativos que você usa no iPhone como o Apollo e Summerboard ou podem ser programas que modificam o funcionamento interno do iPhone, como o anySIM.
O Jailbreak é o conjunto de metodologias e ferramentas utilizadas na instalação de software não-autorizado no iPhone.
When chatting about unlocking iPhones I realize that many people have trouble understanding the concepts involved in the process:
- Jailbreak
- Activation
- SIM Unlock or just Unlock
This is the first of three articles that explain this concepts. I presume that the reader knows some of the elementary concepts of computer science like hardware, software and input and output devices. If you think you do, keep reading!
Jailbreak
According to Wikipedia, Jailbreak is the act of breaking into or outside a “jail”, which is a commonly used access control technique used in computer security.
The jailing technique consists in putting all the resources needed to run a given task (i.e. software and data files) inside a jail where the communication of what’s inside and what’s outside is restricted.
The iPhone has one of these imaginary jails that aims to block anyone from installing software in it without authorization from Apple. Jailbreaking is, therefore, the act of installing and running unauthorized software in the iPhone. That software can be either end-user applications like Apollo IM and Summerboard or programs that modify the inner workings of the iPhone, like anySIM.
Jailbreak is a set of techniques and tools used to install unauthorized software on the iPhone.
Posted in iPhone | No Comments »